domingo, 25 de abril de 2010

Waldemar Cordeio.


Nasceu em Roma, Itália 1925 e morreu em São Paulo-SP 1973. Foi pintor, escultor, gravador, desenhista, ilustrador.
Formou-se em Roma na Accademia di Belle Arti di Roma [Academia de Belas Artes de Roma], cursou gravura na Escola de São Giácomo e estudou com o pintor De Simone. Veio para o Brasil em 1946, instalando-se em São Paulo onde trabalhou como jornalista. Nesse período produziu crítica de arte, fez caricaturas para o Diário Latino e foi contratado pela Folha da Manhã para fazer reportagens e ilustrações. Em 1952, ao lado de Anatol Wladyslaw , Leopoldo Haar , Lothar Charoux , Féjer , Geraldo de Barros , Luiz Sacilotto , fundou o Grupo Ruptura, que, no mesmo ano, expôs obras de caráter concreto e lançou manifesto no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Com o objetivo de romper com a arte figurativa, o manifesto causou mais polêmica do que as obras expostas. Waldemar Cordeiro foi o porta voz do grupo e principal teórico do movimento concreto paulista. Conheceu os poetas Décio Pignatari , Haroldo de Campos e Augusto de Campos , que passaram a integrar o grupo. A partir da década de 1960, afastou-se do rigor concretista e começou a criar com base em objetos do cotidiano e sucata, obras denominadas por Augusto de Campos de popcretos. Introduzinu no Brasil o uso do computador nas artes visuais, realizando as primeiras pesquisas no final da década de 1960. Em 1971 realizou em São Paulo a mostra Arteônica - O Uso Criativo dos Meios Eletrônicos em Arte, resultando em um livro de mesmo título. Em 1972, tornou-se professor na Unicamp, onde dirigiu o Centro de Processamento de Imagens do Instituto de Artes. É considerado um dos pioneiros internacionais do uso do computador nas artes.

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